“Por que minha busca por emprego não está DANDO CERTO?”

“Por que minha busca por emprego não está DANDO CERTO?”

 “Porque minha busca por emprego não está dando certo? Estou desempregada há 1 ano e 5 meses e nesse período fui chamada poucas vezes para entrevista e não fui aprovada. Não sei o que há de errado comigo, preciso de ajuda”.

 

Esse foi o desabafo da Carolina quando procurou a Eu empregadíssimo, mas essa é a situação de muitos outros brasileiros e pode ser que seja a sua também!

Mesmo com os índices de desemprego caindo, a situação do nosso país ainda é crítica, a média de tempo para uma recolocação é de 1 ano, e essa perspectiva não é lá muito animadora.

Quando recebo casos como os da Carolina, antes de começar a montar um plano de ação para recolocação costumo fazer algumas reflexões, em busca de respostas à pergunta que mais ouço: “Porque não está dando certo?” Existem diversas possíveis respostas para essa pergunta. Nesse caso, o primeiro passo é analisar onde está concentrada a maior parte do problema.

E é esta reflexão que proponho que façamos juntos aqui nesse artigo, vejamos a seguir:

 

  1. NÃO ENCONTRO VAGAS DA MINHA ÁREA.

Se você se identificou com essa situação, precisa analisar dois aspectos:

– REGIÃO – Não encontro vagas na minha área na região onde moro. Nesse caso é importante que você pesquise se em outras regiões do país você encontra vagas em aberto na sua área de atuação. Se a resposta for sim, você pode começar a refletir sobre a possibilidade de mudança para regiões onde o seu mercado está mais aquecido. Analise para quais os Estados ou cidades você estaria disposto a se mudar e inclua essa informação no seu currículo logo abaixo do seu endereço, e então, pode começar a se candidatar para vagas nessas regiões!

– CRISE NO SEGMENTO – Se você tem dificuldade de encontra vagas na sua área de atuação em qualquer região do país, pode ser que a sua área de atuação esteja passando por um momento ruim.  

Tive uma cliente que viveu essa situação, ela é arquiteta e até aquele momento sempre havia trabalhado em empresas de construção civil. Quando o segmento entrou em crise, ela foi desligada e não encontrava trabalho. Precisou se reinventar e buscar outros tipos de oportunidades. Abriu uma micro empresa e passou a prestar serviços  de decoração e pequenas reformas, fazendo trabalhos pontuais em residências, comércios e outras pequenas empresas. Até que o mercado que ela já estava habituada a trabalhar começou a dar sinais de melhora e ela conseguiu, então, sua recolocação.

Pense em todas as perspectivas que a sua profissão te trouxe. Existe algum outro tipo de atuação que você possa ter, mesmo que informal? Amplie as suas possibilidades de renda e foque nisso, pelo menos até o que o seu mercado melhore e volte a contratar.

 

2. ME CANDIDATO AS VAGAS, MAS NÃO SOU CHAMADO PARA ENTREVISTA.

  • COMPETITIVIDADE – Se você tem um objetivo profissional bem definido e sabe exatamente qual a posição que você procura, é importante que você analise se está realmente competitivo para essa posição. Nesse caso, faça uma pesquisa no Linkedin de pessoas que hoje já ocupam as posições que você está buscando, preferencialmente em empresas que você tenha interesse em trabalhar ou que entende que é mais competitivo. Compare a sua formação, experiência e competências com as dessas pessoas, analise seus pontos fortes e seus pontos de desenvolvimento. Com esse exercício você vai conseguir entender o quão competitivo está para o mercado de trabalho e, eventualmente correr atrás de mais qualificações e conhecimento.

 

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  • CURRÍCULO – O currículo não é garantia de emprego para ninguém, mas é através do currículo que o candidato tem o primeiro contato com o recrutador, então ele é sim um documento muito importante! Seu currículo precisa estar bem feito, sucinto e objetivo, e com as principais palavras-chaves alinhado ao seu objetivo profissional. Um currículo mal feito pode minar as suas chances de ser chamado para entrevista.

 

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  • IDADE – É muito comum ouvir relatos de pessoas dizendo que não conseguem trabalho por causa da idade. E infelizmente essa á uma triste realidade, muitos profissionais ainda optam por contratarem pessoas mais jovens! Nesse caso, a primeira coisa a se fazer é não dar foco no problema. Se você começar a pensar que realmente não vai conseguir por causa do fator idade, é bem provável que não consiga mesmo! Deixe essa avaliação para a empresa e se foque no que realmente você tem controle! Você deve pensar em enaltecer as competências que todo profissional mais velho tem, como a questão da maturidade, por exemplo. É fundamental também que se mantenha um profissional bastante atualizado e que se mostre disposto e ativo no mercado de trabalho. A questão aqui é que você entenda que idade é apenas um número e que seja capaz de mostrar isso ao mercado.

 

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3. EU SOU CHAMADO PARA ENTREVISTA, MAS NUNCA SOU O CANDIDATO APROVADO!

Nesse caso, é provável que esteja falhando em algum aspecto durante a entrevista de emprego. Vejamos:

  • NERVOSISMO EM EXCESSO – O recrutador está acostumado a lidar com o nervosismo do candidato, isso é normal. Mas o excesso de nervosismo pode atrapalhar muito! Antes de ir para a entrevista, descanse bem (procure ter, ao menos 8 horas de sono), faça uma pausa para meditação pela manhã, respire fundo e, principalmente, tenha pensamentos positivos sobre o momento da entrevista, tente se imaginar bastante calmo e confiante! Mas o mais importante é treinar e estar bem preparado, isso vai ajudá-lo a se sentir mais confiante e, consequentemente, mais calmo.
  •  FALTA DE PREPARAÇÃO – Ir despreparado para a entrevista pode sim ser um grande tiro no pé. Às vezes, um pequeno deslize, uma fala sem pensar, ou uma situação que você poderia ter contado, mas na hora não se lembrou, pode fazer toda a diferença entre o sim que tanto deseja e uma nova reprovação. Portanto, estude sobre a empresa, treine as possíveis perguntas que o recrutador pode fazer e como você pode respondê-las, treine contar a sua história dando ênfase para situações positivas na sua trajetória evidenciando os resultados que já alcançou.

 

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  • INCOMPATIBILIDADE DE SALÁRIO – Ouvi de uma cliente: “Até participo de entrevistas, mas quando falo meu último salário que era muito alto, o recrutador se surpreende e acho que isso mina as minhas chances”. Alguns recrutadores e gestores tem medo de contratar profissionais com salário inferior ao do emprego anterior por acreditarem que sairão da empresa assim que conseguirem um salário melhor, e eu realmente já vi isso acontecer algumas vezes.

 

Então, o que fazer?

Nesse caso é importante que você tenha uma visão clara do quanto seu mercado está pagando para uma pessoa na vaga que deseja, e para isso você pode pesquisar com sua rede de networking ou em sites de pesquisas de salários, como por exemplo, o site: https://www.vagas.com.br/mapa-de-carreiras/.

Quando for questionado pelo recrutador sobre seu último salário e pretensão, pode responder algo como: “Meu último salário era X, mas fiz uma pesquisa de mercado com minha rede de relacionamentos e em sites de remuneração e percebi que o mercado está pagando por volta de Y. Com essa perspectiva minha pretensão passou a ser H”.

Outra boa estratégia nesse caso é valorizar a vaga e a empresa, justificar seu interesse pela vaga, mesmo sabendo que o salário é menor que a sua última remuneração por entender que a empresa tem aderência aos seus valores e as atividades da vaga são muitos interessantes para você, e claro, sempre citando exemplos.

A partir dessas reflexões é que eu costumo definir as primeiras ações de recolocação a serem tomadas junto aos meus clientes. O objetivo aqui é olhar, sob a perspectiva PROFISSIONAL, o que a pessoa pode fazer para mudar sua realidade e sair da situação de desconforto e de maus resultados em que se encontra. E juntos sempre encontramos boas perspectivas e soluções!

Espero que esse conteúdo também possa ajudá-lo a encontrar outras e melhores perspectivas para suas ações, e se precisar pode contar conosco!

 

Fernanda Gomes – Co-fundadora da Eu Empregadíssimo